quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Intensidade suicida

Há uns anos atrás estava longe de imaginar que ia estar como estou: aos 30 e estou como sempre estive.... sem nada.
Sempre tentei ajudar toda a gente, sempre fiquei com a ideia de que não consegui ajudar ninguém... Estou com vontade de baixar os braços, estou sem força, a capacidade anímica está diminuta... mas não posso dar a parte fraca, não sei mais o que faça...

Sinto falta de um abraço, uma coisa tão simples mas tão difícil de encontrar...

sábado, 10 de setembro de 2016

Amo-te, mas não te consigo dizer

Como hei-de começar?? Amo-te, amo-te todos os dias. Cada dia que passa é mais forte. Fazes-me falta, mesmo quando só vais a casa de banho. Faz-me falta o teu sorriso para o dia correr bem. Faz-me falta a tua resmunguice para me fazer rir. Fazes-me simplesmente falta, para te poder amar de perto.
É estranho, mas não te consigo dizer, falta-me a coragem, tenho receio de te assustar.
És especial, nunca tinha sentido isto, nem nunca ninguém me tinha feito sentir isto. Proteges, apoias e das espaço, mesmo quando te mantens longe.
Não sei se isto será para sempre, mas para mim o agora é sempre. Sensibilizas na tua simplicidade e humildade, mesmo quando tentas mostrar que nada te afecta.
A tua simples reacção a uma dor de cabeça minha, é apaixonante, apesar da intensidade da dor. Sentir-te magoado quando chora, arrepia-me a alma, e metade das vezes evito que sintas que não estou bem, mesmo quando está difícil de esconder.
Quero ganhar coragem para te dizer tudo, mas é mais fácil descobrires.
Vou lutar, lutar muito para conseguir ir para perto, se bem que não há distancia que amenise o meu sentimento por ti. Quero muito muito fazer-te a pessoa mais feliz do mundo. Quero que sorrias todos os dias, quero fazer-te sorrir todos os dias.
Quero que me surpreendas, quero surpreender-te. Quero simplesmente Amar-te.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Mudar de Vida/Change life/Retour d'âge/Cambio de la vida

Há medida que o tempo passa, cada vez me encontro mais desiludida com a vida que tenho. Não tenho objetivos, sinto que todos me tentam entalar, e fico impotente com tal situação. Sinto-me sozinha e abandonada por aqueles que se diziam minha família e meus amigos. Resta a Gata.
A vontade de emergir em novas realidades, assombra o meu quotidiano, sem saber ao certo o que fazer com ele. Quero procurar um novo mundo, mas falta-me a capacidade financeira para o fazer. É como se trabalha-se para pagar o trabalho, como se me tivessem anulado a vida.
Preciso novos horizontes, concretizar-me.. Se isto é um pedido de ajuda? Talvez seja. É dificil viver onde não nos sentimos queridos e acarinhados, é como se te voltassem as costas, mesmo antes de chegar.
Preciso mudar de vida, de realidade, para perceber bem se sou eu que estou mal, ou se na realidade apenas estava no sítio errado. Dizem que só quando vamos embora é que nos dão valor, talvez o tenha de tentar e perceber o que se passa.
Tirem-me daqui, urgente, preciso de ser EU.



There are as time passes, more and more I find myself disillusioned with the life I have. I have goals, I feel that all I try to trap, and I'm helpless in such a situation. I feel alone and abandoned by those who called themselves my family and friends. It remains to little Cat.
The will to emerge into new realities, haunts my daily life, unsure of what to do with it. I want to look for a new world, but I lack the financial capacity to do so. It is as if we work to pay for the work, as if I had been annulled life.
 I need new horizons, realize me .. If this is a request for help? May be. It's hard to live where we do not feel loved and cherished, is how to return your back, even before you arrive.I need to change my life, to reality, to realize well is I who am wrong, or if in fact he was just in the wrong place.  
They say that only when we leave is that we appreciate, perhaps have to try and see what happens. 
Get me out, urgent, I need to be ME.


Il y a que le temps passe, de plus en plus je me trouve déçu par la vie que je l'ai. J'ai des objectifs, je pense que tout ce que je tente de piéger, et je suis impuissant dans une telle situation. Je me sens seul et abandonné par ceux qui se disaient ma famille et amis. Il reste à Gata.

 La volonté d'émerger dans de nouvelles réalités, hante ma vie quotidienne, ne sachant pas quoi faire avec elle. Je veux trouver un nouveau monde, mais je manque la capacité financière de le faire. Il est comme si nous travaillons à payer pour le travail, comme si je l'avais été annulé la vie. 
Je besoin de nouveaux horizons, de réaliser moi .. Si cela est une demande d'aide? Peut-être qu'il est. Il est difficile de vivre là où on ne se sent pas aimé et chéri, est de savoir comment retourner votre dos, avant même que vous arrivez.
 Je dois changer ma vie, à la réalité, de bien réaliser est moi qui ai tort, ou si, en fait, il était juste au mauvais endroit. Ils disent que seulement quand nous laissons est que nous apprécions, ont peut-être pour essayer de voir ce qui se passe.
 Sortez-moi, urgent, je dois être MOI.


Hay a medida que pasa el tiempo, cada vez más me encuentro desilusionado con la vida que tengo. Tengo metas, siento que todo lo que trato de trampa, y yo estoy indefenso en una situación de este tipo. Me siento solo y abandonado por aquellos que se llamaban a mi familia y amigos. Queda por Gata.
 La voluntad de emerger a nuevas realidades, persigue a mi vida diaria, sin saber qué hacer con él. Quiero buscar un nuevo mundo, pero carecen de la capacidad financiera para hacerlo. Es como si trabajamos para pagar el trabajo, como si hubiera sido anulado vida. 
Necesito nuevos horizontes, me dan cuenta .. Si se trata de una petición de ayuda? Tal vez sea. Es difícil vivir donde no nos sentimos amados y apreciados, es la forma de devolver la espalda, incluso antes de llegar. 
Necesito cambiar mi vida, a la realidad, para realizar así soy yo quien está equivocada, o si en realidad no era más que en el lugar equivocado. Dicen que sólo cuando dejamos es que apreciamos, tal vez tenga que probar y ver qué pasa. 
Sácame, urgente, tengo que ser YO. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Saudades do que fui... Vontade do que serei

Mais de um ano passou quando a minha vida mudou totalmente.
Ria, festejava, animava tudo e todos, estava sempre rodeada de gente, sentia a gente. Mas tudo mudou.
Hoje sinto que me tornei numa pessoa, estranhamente calma, sozinha, afundada num mundo de medos e de solidão. Com vontade de se apaixonar, e quase que uma fobia a ser amada. Alguém que afasta quem a quer, alguém que não se sente bem em lugar nenhum, alguém que precisa de si tanto quanto precisa do outro. Apetece-me desaparecer sem voltar a traz. Ir para onde não me conhecem, sentir o que não preciso sentir,, reessuscitar.
Não sei porque desapareci, principalmente para mim. Não sei porque me entrego e me magoou, por rio, quando afinal quero chorar.
Vivo eternamente de recordações, e elas vão-me mantendo viva. Não acabo com tudo, porque não sei quem tomará conta da minha pequena. Ela é quem ainda me faz sorrir, ela é quem ainda me faz acreditar, que talvez um dia eu volte a ser como antes.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A dúvida

Chegou o momento, uma nova viragem, ou uma passagem não sei.
Mudar tudo novamente, mas continuar na mesma linha de trabalho. Se uma vez ia quase às cegas, agora vou totalmente sem ver.
Começo a ter o nó no estômago e começo a pensar se foi a melhor solução que se poderia ter encontrado. Tenho o receio de quem sente puder estar a adiar o futuro de alguém, mas ao mesmo tempo, a necessidade de não puder adiar o meu. É injusto, sim, mas a vida é por si só injusta.
Quando não nos controlamos e não conseguimos ter a humildade de assumir os nossos erros, somos arrestados por uma maré de incongruências muito grande, uma imensidão de olhares turvos e desprovidos de alicerces. Cai o mundo e suspende-se e a respiração. É hora de seguir em frente e enfrentar as Tormentas do mau olhado.
O caminho vai ser longo, e ponho em causa se estarei a altura do desafio. Mas não ver ter tempo se quer para pensar muito sobre o assunto. Dói-me a alma de saber que alguém vai ficar sem chão. Pela primeira vez, sinto estar a ter um ato extremamente egoísta, mas ao mesmo tempo, quero compensar aqueles que fizeram alguma coisa por mim.
Sei que para alguns, perder para mim, é pior do que perder tudo o que se tem, mas não fiz por mal, fiz o meu trabalho. Se estou a ser compensada por isso, não faço ideia, se me estão a por à prova, é uma possibilidade. Talvez dure um mês, talvez dure um ano, não faço ideia.
Estou expectante em relação à situação, mas não quero já sofrer por antecipação (mas ao mesmo tempo também é difícil, pois as circunstâncias também não me dão a acalmia que esperava.

Não sei bem o que pensar, nem o que sentir, mas o tempo fará com que as dúvidas se desvaneçam. Só o tempo o dirá.

(Nota: Não quis escrever segundo o novo acordo ortográfico, mas a correção automática não me permite escrever de outra forma...).

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Intempéries dos indigentes

Passam anos, passam pessoas, passam momentos, passa tudo... Mas as memórias ficam.
À um ano trás tudo mudou, a persistência do ser desmascarou o malogrado sentimento de poder e invencibilidade. Destruíram-lhe a alma, deram cabo da confiança, tiraram-lhe a dignidade, lavaram-lhe a alma de nojo e ódio. Deixaram o chão fugir e cair em  desgraça. Ninguém saberia ao certo a sensação do tempo, Ninguém saberia o amargo da desilusão. Ninguém compreenderia a sujidade da alma e o desagrado da insurreição.
E agora nada poderia ser feito, nada poderia ser mudado. Pediam-lhe que segui-se em frente e despejavam-lhe os argumentos de quem não sabia do que falavam - falar e saber não é sentir e viver- ninguém percebeu isso, ninguém quis continuar a desgraçado do MalAmem.
Agora deixem-na cair na tentação dos corpos, imundos de injurias e insatisfação.
Façam-lhe a vontade, e deixem cair os anjos, deixei-se levar pelas trevas, e encarnei-nem no que são - pedaços de carne. A descrença no ser humano não é um desabafo, é uma realidade. Porque em quanto uns matam, outros tiram dignidade e dão humilhação - mais valia matarem.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Récitas de mim mesma

O incentivo à maldade não faz parte daquilo que sou. Sou puro e desgovernada. Não vejo maldade nem segundas intenções em ninguém. 90 % das vezes engano-me, mas não me arrependo,porque ao contrário dos outros, eu dei-lhes a oportunidade de serem bons por um momento.
Alguém desconfiava do dia-a-dia, mas não eram capazes de dizer o porquê. A hora a que se levantavam não tinha sentido, e a misericórdia era um bicho estranho, que te torcia as entranhas. Era desgovernada. Sábia e astuta - Parva, dizendo a bom da verdade. Assoberbada pela pacatez dos homens, industrializada pela civilização acabado. não sabia quem era, não fazia ideia das sombras. Não lia o que escrevia.
As palavras saiam como laivos de Sol e Chuva, caindo rosto abaixo, sobre a camisa transpirada de alma penitente. Não sabia se ao chorar lavava os outros, mas a si não. Ficava nojenta de paixão, e não sabia o que fazer com os detalhes de uma figura desconhecida. 
Valeria a pena perder tempo a encaixar palavras para os outros lerem? Não, pois eram apenas isso, palavras. Divas do subconsciente de um humano invisível. Aos olhos daqueles que dizem viver em sociedade, todos são invisíveis. descárnios de benquerença e sofridos de compaixão. Não interessam nem ao escroto do polígono real. Quem serão essas avenças similares de crostas aveludadas pela incapacidade de querer sair de si. Não interessam ao esgoto do incorrigível ser, a  quem dizem dar a importância dos Deuses.
Quem sois vós, intermites da crueldade. que deixam sem comer, aqueles que só bebem o sorriso. Ahahah, se vivessem de beber sorrisos, viviam um dia (isso se estivessem num circo). 
Não mais saberiam quem era, se fala-se como escrevo. Se a possibilidade de ser quem sou, fosse tão possível como a minha escrita. Confusa, é certo. Entusiasta, talvez. Apaixonante, nunca. Palavras estranhas e que só servem para chamar a atenção. Poucas serão as vezes que me vêem, me sentem, me amam... Não é possível, não se ama a sombra. Ama-se a carne. Não se ama a alma, ama-se os ossos. Incoerente decapitação material daqueles que ousam dizer o que não sabem. Não é escrita das trevas - mas quem são as trevas? -  é escrita de vontade. Vontade de consumir o resto que sobrou de ontem do jantar. Da igualdade inexistente entre fracos e fortes, idolatração homologada por um qualquer sapiente de luxuria. 
Não vos resta nada. Apenas a conversão de entidades abismadas pela leveza dos tempos.
E nada mais poderei dizer senão... Indagando pelo crispação de mim mesma.